Para teles, medição de qualidade deve se restringir às redes das prestadoras de Banda Larga PDF Imprimir E-mail

Por meio de nota oficial, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal, SindiTelebrasil, sustenta que a medição da qualidade da banda larga na rede das prestadoras deve considerar um ambiente livre de interferências externas.


Segundo ainda a entidade, a adoção de um modelo de aferição das condições de prestação dos serviços de internet rápida que não isole o ambiente a ser avaliado pode comprometer o desempenho das conexões e resultar em uma conclusão que não reflita a realidade.

De acordo ainda com o SindiTelebrasil, a proposta sobre o assunto - na nova regulamentação do SCM - em estudo na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), deve considerar as experiências internacionais, que em grande maioria se restringem às redes do provedor de acesso.

Isso porque, enfatiza a nota do SindiTelebrasil, a conexão à internet, seja pela rede fixa ou sem fio, enfrenta uma série de obstáculos até chegar à infraestrutura do prestador. As primeiras barreiras, observa a entidade, podem estar no próprio terminal de acesso (computador, tablet e celular). Uma baixa capacidade de processamento da máquina pode, por exemplo, diminuir a velocidade de envio de uma mensagem ou ampliar o tempo para se baixar um vídeo.

A rapidez de uma conexão pode ser comprometida ainda, observa o comunicado oficial, por insuficiência de capacidade de memória de armazenagem ou pela existência de vírus no terminal de acesso. Se a rede da casa ou do prédio onde o cliente mora estiver deteriorada, a velocidade de conexão é reduzida, o que pode ocorrer também quando mais de um usuário, em terminais diferentes, se conectam ao mesmo tempo a um único acesso de internet, por meio de sistemas sem fio (wi-fi).

Apesar de a Anatel afirmar que as medições devem se restringir às redes das prestadoras, na proposta de Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia os indicadores de rede seriam avaliados a partir do terminal do assinante, sem isolar as possíveis interferências do ambiente do usuário, observa o SindiTelebrasil.

Por fim, na nota oficial, a entidade defende o modelo adotado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), que utiliza um método de medição da qualidade a partir de um equipamento chamado thin-client, que é instalado na casa do usuário no lugar do terminal de acesso.

Esse equipamento, lembra o SindiTelebrasil, simula as operações de acesso à internet, como envio de e-mails e downloads de músicas, eliminando algumas das possíveis distorções das medidas de qualidade.

O SindiTelebrasil, sustenta a nota oficial, entende que o método utilizado pelo NIC.br, feito por amostragem, é o mais adequado, já que permite uma avaliação mais precisa da qualidade dos serviços de banda larga.

Para aprofundar as discussões sobre o assunto, a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) promoverá na quinta-feira, 1º de setembro, em Brasília, o seminário Modelo de Avaliação da Qualidade de Acesso à Internet em Banda Larga, que contará com a presença de especialistas para debater a experiência internacional sobre o tema.

Fonte: SindiTelebrasil

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